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Missões Familiares Católicas - 2018 - Alhadas

Paróquia de Alhadas (Figueira da Foz – Diocese de Coimbra)

Fizemos tudo o que Ele nos disse?

Neste ano do Pe. Kentenich sentimos que fomos chamados, cada um pessoalmente, a ser personalidades firmes, livres, dignas e fiéis, intimamente vinculadas a Maria, que não têm medo de sair de si mesmo, de se desafiar e viver como instrumentos de Jesus, em todas as situações.

Agradecidos e confiados vivemos a melhor semana do ano. Esta é a melhor forma de descrever o entusiasmo e a alegria com que saímos do primeiro ano missionário na Paróquia de Alhadas (Figueira da Foz – Diocese de Coimbra) e partimos para a missão da vida: a de viver a santidade diária que o Padre Kentenich já nos tinha proposto e que o Papa Francisco novamente nos convida a seguir.
Como lema, seguimos as últimas palavras de Maria na Sagrada Escritura: “Fazei tudo o que Ele vos disser!” É Ela que nos pede que abramos os ouvidos e coração para o que Jesus nos quer dizer. Ela, de facto foi e é, A Grande Missionária e Ela fez milagres!

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Partimos em missão, no dia 28 de julho, 4 Famílias e cerca de 30 jovens. Fomos acompanhados pela Irmã Patrícia e pelos Pe. Nuno Fileno e Pe. Jorge Carvalho. O desejo era o mesmo: esvaziarmo-nos de nós mesmo para nos deixarmos inundar de Deus, pois só assim podemos viver confiados nas mãos do Pai e podemos ser tocados por Ele como conta João Rocha de 20 anos, estudante de Economia: “A missão é uma semana em que entregamos totalmente o nosso ser à fé e agimos como instrumentos da paz e “fazemos tudo o que Ele nos disser”. Algo especialmente marcante para mim foi, quando vi, na missa do último dia, uma senhora uns bancos atrás, sozinha. Como estávamos a rezar o Pai-Nosso, estávamos todos de mãos dadas, e então aproximei-me da senhora e dei-lhe a mão. Ela ficou extremamente feliz e pediu-me para lhe ligar e visitar porque precisava de alguém, ao que eu respondi que sim! E esse ato, que não exigiu nada de mais de mim, encheu o coração de alegria tanto a essa senhora como a mim. Tenho a certeza que Deus a colocou no meu caminho e agradeço-Lhe todos os dias por isso”.  

De facto, o que levamos é somente esta alegria de Jesus ressuscitado que permanece connosco para sempre. Só essa alegria pode acolher, transformar e enviar como conta o casal Rita e Pedro Gomes: “Para nós, Pedro e Rita, com os nossos filhos, sentimos que foi profético este tempo de vivência em Missões Familiares! Sinal profético porque, sendo vivido em família, sentimos que no tempo de crise que as famílias vivem atualmente, pudemos viver a experiência de Anúncio (aos outros e entre nós família nuclear) que implicou Renúncia (de tempo de lazer de férias e comodidade) numa entrega diária numa paróquia que nos acolheu com simplicidade e alegria! A mensagem de anúncio de Cristo, através de Sua Mãe, Maria Santíssima, é única! Conseguimos sentir esse contágio pela experiência de oração, em todos os momentos da Missão e em especial nos momentos mais específicos, como o da oração da manhã e noite, no terço da Misericórdia, no Terço e Missa, Via Sacra ou Adoração ao Santíssimo! Um tempo de verdadeira Graça de poder viver com a Família de Vida e com a Família de Missão, este ser "rosto de Cristo" que o nosso Bispo D. Virgílio nos pede insistentemente!

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A certeza de que as Missões Familiares Católicas não estão limitadas à comunidade em que estamos inseridos, tanto de missionários como de paróquia, advém das graças que recebemos por todos aqueles que rezaram pela fecundidade da missão e todos aqueles que iam vivendo, de mais perto, a experiência desta grande família de famílias como conta o António Novais, 20 anos, estudante de Direito. O António não pôde participar física e integralmente nas Missões, mas esteve unido em constante oração: "Lembrava-me de quando era uma criança e me magoava no recreio. Tinha de ficar sentado, fora do campo da zona de futebol, a ver os meus amigos jogar. Sentia a emoção do jogo, mas não podia fazer nada. De certa forma, viver as missões de longe foi como magoar-me no recreio. Estava longe, sem participar na parte mais gira, mas ao mesmo tempo próximo, a sentir toda aquela emoção das missões. Os telefonemas de final de tarde iam tendo cada vez mais gargalhadas, mais brincadeiras, mais histórias inacreditáveis, e, para mim, mais vontade de me meter no comboio e ir para lá... Esse dia acabou por chegar. Saí do trabalho e fui direitinho às Alhadas para encontrar a minha família feliz e unida, para encontrar um grupo de missionários que transbordava de alegria, vontade de servir e talvez uma pitada de sono, um grupo de quase-desconhecidos que me acolheu como se me conhecessem há anos e que me deu a coragem para viver esta aventura que é ser testemunha do Amor de Deus. Estar no recreio a ver o jogo nunca será tão bom como jogá-lo, mas no fim festejamos como ninguém se a nossa equipa ganhar. Nas missões a nossa equipa ganha sempre...”  

O Padre Kentenich foi o patrono destas nossas missões. Ele, que sempre nos indicou que deveríamos cultivar uma forte consciência de missão e de instrumento, e que com seu carisma inspirou-nos para a aspiração à mais absoluta entrega nas mãos de Deus, esteve connosco e nos guiou com suas mãos paternais, tornando esta missão tão fecunda.

Fizemos tudo que Ele nos disse? Fica a pergunta não como cobrança mas como medidor da nossa doação, não só em missão mas em cada dia da nossa vida porque é, por Maria e com Maria, que chegaremos ao Seu Filho e é na entrega filial que Deus nos chama a ser Santos da Vida Diária.

A Família das Missões Familiares Católicas 2018,
28 Julho a 4 Agosto de 2018, Alhadas - Coimbra

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