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Missões Familiares Católicas 2016 - Coruche

coruche2A Vila De Coruche recebeu os Missionários de Schoenstatt de Lisboa entre os dias 29 de agosto e 2 de setembro, com o objetivo de fazer Missões Familiares Católicas na paróquia e em várias instituições como lares, ATL’S, CRIC ou no porta-a-porta.

 

A equipa e os jovens do ATL foram presenteados ao longo desta semana com a energia, a alegria e a emoção deste grupo de jovens missionários, que entre partilhas de vivências e de momentos bem passados nos irão deixar saudades. Antes de partirem, um jovem missionário, o António, que nos acompanhou esta semana, quis partilhar a sua experiência enquanto missionário em Coruche. Conheça aqui o seu testemunho:

 

«Obrigado!
Peço desculpa à/ao caríssima/o leitor/a mas, na realidade, não podia começar de outra maneira. No entanto, este “começo” deve fazer sentido, visto que é um missionário que hoje vos escreve. Garanto que me dirijo a vós com uma felicidade profunda! Aliás, como se diz aqui por Coruche, capital da cortiça, esta alegria é tão grande como o Rio Sorraia que banha todo aquele que dele se atrever a provar. É caso para dizer que os sentimentos que hoje mexem comigo e me fazem sentir bem são, de facto, inenarráveis.

 

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Fazer Missões Familiares Católicas em Coruche é simplesmente sublime e, apesar de ser a terceira vez, em três anos, parece que tem sempre algo novo para nos mostrar e para nos surpreender. Para os que vêm de fora ou para os críticos, não passamos de um grupo de jovens, que “invadem” uma vila e “roubam” o sossego e a habitual calma e tranquilidade a que a maior parte da população de Coruche estava acostumada. Muitos pensam que vimos pedir comida, outros ainda nos dizem “Não temos dinheiro”, mas em boa verdade vos prometo: a única coisa que queremos é tempo. Por vezes um “tempinho”, outras vezes um “tempão”. Queremos tempo para ouvir, falar, ver, sentir, apreciar, admirar, para rir, mas também para desabafar, chorar, ajudar. O objetivo é este e não outro. Aliás, sempre foi!

  

Na realidade, há uma parte de mim que acredita que viemos missionar, mas acabámos por ser missionados. Quando pensamos que vamos alegrar, acabamos por ser “alegrados”. E ainda, por mais difícil que pareça, quando pensamos que vamos deslumbrar, acabamos deslumbrados pelo exemplo, pela partilha e pelas histórias de todos aqueles que, connosco, decidiram partilhar. Deslumbrados por essas inúmeras histórias tão diferentes, mas todas com um significado tão grande e especial.

 

coruche3No meio de tanta missão e de tantos sítios para missionar, como lares, ATL’S, CRIC ou porta-a-porta, acabei por escolher, confiante e conscientemente o ATL da Cáritas. Apesar de no ano passado já ter missionado nesta magnífica instituição, este ano e mais uma vez, fui surpreendido e comovido pela simpatia e alegria da Inês, da Rosa, da Cátia e dos seus “discípulos”. E é engraçado que, também mais uma vez, saio de Coruche com a certeza de que estes jovens com quem estive e partilhei uns belos dias, deixaram de ser simples jovens desta vila, passando à condição dos meus Amigos de Coruche.

 

Madre Teresa de Calcutá disse: “Sei que o meu trabalho é uma gota no oceano, mas sem ela, o oceano seria menor” e foi com essa confiança que me dediquei a esta missão, porque a verdade é simples, direta e clara: sem todos aqueles com quem estivemos na Cáritas, este oceano de que fala Madre Teresa seria muito mais pequeno. Obrigado pela confiança, pelo carinho, pelo exemplo, pela grande ajuda que nos deram nos cenários que foram, definitivamente, um sucesso. Obrigado por estarem presentes, mesmo que por vezes não fosse o que mais queriam e, principalmente, obrigado por serem vocês mesmos.

 

Por vezes o conceito de Missão, no seu sentido concreto, pode ser enganador. Acreditem ou não, ninguém precisa de ir para África, ou para a Ásia, ou até mesmo para a América para fazer Missão. Garanto-vos que é muito mais fácil. Peço que ajudem quem vos é próximo. Por vezes, a arte mais bela da humanidade é fazer o ordinário de forma extraordinária. Missão é isto e pode começar na nossa casa, ou na escola, na nossa rua, ou na vila, até podemos missionar amigos e família. Por isso, desafio-vos a experimentá-lo. Na verdade, a maior simplicidade consegue transformar grandes corações.

 

coruche5Concluindo, gostaria de deixar uma mensagem a todos os jovens com quem contactámos, partilhámos histórias e ouvimos os seus próprios testemunhos: acreditem nos vossos sonhos e nunca desistam daquilo em que acreditam! Se quiserem brilhar na vida de hoje, sejam persistentes em tudo, seja na escola ou no desporto. Fomos criados à imagem de Deus, por isso se hoje estamos aqui, é porque Ele tem uma grande Missão para cada um de nós!

 

Um grande abraço de um Missionário que vai para casa a sentir que deixou em Coruche uma semente que vos poderá ser útil.»

António Barbosa – Tonixa

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