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Quem senão tu... encontros

O Valor de ser Mulher e Mãe

 

QST 2No passado dia 18 de novembro, a proposta era Olhar Para o Que é Especial. A Rita (uma enfermeira de 27 anos, com três filhos) e a sua irmã Francisca (uma advogada de 29 anos, grávida do quarto) dividiram em cinco pontos essenciais, os valores que a mãe lhes transmitiu. Através do olhar de filhas tentam pôr em prática essas referências em pontos tão importantes como o tempo que passam com os filhos e as respetivas escolhas, a amizade entre irmãos, o facto de ser importante estar bem arranjada dentro e fora de casa, o exemplo que dão através da relação entre o pai e a mãe, e o trabalho.

 

Em jeito de conclusão, a inspiradora Teresa, mãe de seis filhos e avó de 15 netos assumiu que nunca se deixa de ser mãe. É talvez a missão mais importante dada a uma mulher. É muito simples mas também é muito complicado. A mãe é responsável por formar, transmitir e deixar as grandes marcas nos filhos, com os gestos de todos os dias, a força, a coragem e o poder de decisão. A mãe tem de ser uma mulher equilibrada, cultivar a paciência, ter saúde para os ver crescer e sabedoria para os saber educar. «Deus dá-nos a possibilidade de dar a vida, e ser mãe é ter uma aliança de amor entre mim e o meu filho, até ao fim da nossa vida», explica Teresa. E remata «Deus deu-nos super poderes, e é importante percebermos quais são esses poderes e exercê-los, para podermos fazer de cada filho uma pessoa especial e boa».

 

A 24 de novembro, falou-se sobre O Ritmo de Vida Que Combina Comigo, e surpreendentemente - e que bela surpresa - os oradores principais foram dois homens. Os dois maridos, cada um com quatro filhos, deram o seu testemunho sobre o casamento, as suas mulheres, os seus filhos, as suas escolhas e os ritmos. Porque no fundo, o ritmo de vida que combina com cada mulher está ligado ao ritmo de vida que combina com o seu marido e com a sua família.

 

QST 3Com imenso humor, Zé Manel foi o primeiro a falar. Marido da Guida há 31 anos e pai de duas raparigas e dois gémeos, o orador dividiu a sua partilha em quatro tempos. E se houve momentos em que o ritmo era fácil, houve outros – já com três filhos – em que tiveram de encontrar ritmo e disciplina numa Equipa de Jovens de Nossa Senhora. Depois houve uma altura em que a Guida passou a ser mãe e dona de casa a tempo inteiro, e o Zé Manel viajava muito. Isso acrescido ao facto de ter nascido mais uma filha, descompassou o ritmo. As peregrinações em casal foram uma boa surpresa para terem tempo de qualidade mas era tempo de se despedir do seu bem sucedido e bem pago emprego, para estar com a mulher (que voltou a trabalhar) e com os filhos, sempre com Nossa Senhora de Fátima a cuidar. No fundo, resume tudo à «harmonia e à capacidade de amar e aceitar sempre».

 

A partilha do Duarte, marido da Domingas há 12 anos e também com quatro filhos foi resume-se numa frase. «O nosso ritmo de vida é reflexo do que somos, e do género de vida que queremos». E explica: «o casamento, que é uma coisa enorme, é feito de coisas simples, com os ritmos que quisermos». Há que saber perdoar, pedir desculpa, agradecer e fazer uma entrega no casamento gratuitamente, mas também há truques como saírem juntos pelo menos uma vez por mês, serem criativos e amarem as diferenças. «Os problemas são os mesmos para todos, mas entregarmos a grandeza do matrimónio nas mãos de Deus é fundamental». Duarte termina com um conselho: «amar e ser amado, dar e receber são o ponto de partida, meio e o fim de um casamento. Amem-se loucamente!».

 

A fechar o ciclo, no dia 2 de dezembro, percebeu-se que Tem Que Haver Mais Qualquer Coisa. Foi o ponto de partida para a Paula, a Rita e a Cristina partilharem a sua vivência na fé. A primeira foi Paula, uma engenheira química, com três filhos. A música, as imagens e os balões que a audiência teve de encher marcaram a diferença de uma apresentação original, que começou com o objetivo de mostrar a diferença entre emoção e sentimentos. Depois desvenda-nos o QS, Inteligência Espiritual atribuído a quem tem gosto pelo autoconhecimento profundo, é resiliente, gosta de diversidade, celebra a independência e é espontânea. No fundo, alguém que reconhece que na sua essência, há um plano divino para si. Rita, outra engenheira química, mas com quatro filhos e com quase 14 anos de casada passou a mensagem do agradecimento constante. «A vida é para agradecer todos os dias», diz, mas também acha que a vida tem de ter mais qualquer coisa. «Saber que o Pai e a Mãe estão sempre presentes é extraordinário», enquanto pára e acerta o ritmo que combina com o seu coração, quando reza, fala, escreve, ouve. Para se encontrar e ser ela própria, tem de se dividir em quatro Ritas: a que trabalha, a casada, a mãe e a Rita Rita.

 

Cristina define-se como uma pessoa apaixonada pela vida, coisa que nunca lhe tinha ocorrido antes, e tem três filhos. Além de mãe, sente-se sobretudo filha, porque nunca se deixa de ser filha e é no colo das mães que as crianças estão felizes. Aprendeu a ser filha, descobriu um colo e sente-se filha de Deus que a aceita tal como é. Ser criança diante de Deus é olhar para cima e poder crescer, ser bom, ser melhor, crescer em amor e em sentimentos.

 

Filipa Estrela