Porta viva da misericórdia
A porta aberta é um símbolo forte do Jubileu da Misericórdia, da missão da Igreja e também do espírito apostólico de um Schoenstatt em saída.
Em dois movimentos de saída e acolhimento, a porta santa, uma porta aberta, é expressão da Igreja viva, que é portadora da misericórdia do Pai e um sinal do agir do Pai. O lema do jubileu - "sede misericordiosos como o Pai" - diz que a Igreja está chamada a ser, como foi Jesus, rosto do Pai: saindo ao encontro da ovelha perdida ou esperando de braços abertos todos os filhos que anseiam pela misericórdia do Pai que perdoa e reconcilia.
A porta das basílicas, das sés catedrais, das igrejas e santuários são assim um símbolo do que é a Igreja toda; do que é cada comunidade, cada cristão e cada família: uma porta viva da misericórdia. Onde estivermos está sempre a misericórdia, nos nossos pensamentos, no nosso coração e no nosso agir, especialmente na relação com os outros. Onde estivermos está a porta santa. Este é o sentido do jubileu, a pela qual o Papa Francisco quer multiplicar os lugares que são portadores da misericórdia. E por isso, nada melhor do que abrir a porta santa em cada coração. Somos uma porta da misericórdia.
A porta da misericórdia somos nós e é cada família: uma porta no meio do mundo, por onde sai a vida de Deus e por onde podem entrar todos e experimentar a misericórdia; uma porta por onde passamos diariamente para nos sentirmos acolhidos amados e perdoados. De facto, cada vez que cruzamos a porta de casa e sobretudo a porta do coração uns dos outros, deveríamos experimentar a misericórdia que acolhe, perdoa, anima e dignifica. Gostaríamos que fosse assim em todas as famílias.
Nesse sentido, a peregrinação até à porta santa, própria de um ano jubilar, tem que estar unida à peregrinação interior feita com os passos da misericórdia. Diz-nos o Papa que esses passos são o "não julgar ..., não condenar ..., perdoar ..., dar ...". (cfr. Lc.6,37-38). A estes 4 passos se unem ainda as obras de misericórdia para serem vividas na vida concreta.
Gostaríamos de viver o Advento deste ano ao ritmo da misericórdia, gostaríamos de ser uma porta viva da misericórdia, feita de pessoas, feita de famílias.
Padre José Melo
