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Jornada nacional de dirigentes de Schoenstatt


Um pequeno Pentecostes

jnd2015 1As Jornadas começaram da melhor maneira: com oração e alegria. Estávamos em Fátima e, confiados a Maria,  deixamos-nos contagiar pela alegria dos fantásticos animadores Joana e João. Éramos cerca de 130 participantes, representando o Movimento em Portugal e nesses dias 10 e 11 de Outubro tínhamos sido convidados a abraçar o sonho do Padre Kentenich para nós. Fomos chamados a renovar a alegria do carisma para servir a Igreja e as pessoas.

Na introdução às Jornadas, o Padre José Melo, viajou connosco pelos marcos da nossa história recente, a partir de 2010 quando celebramos os 50 anos em Portugal. A alegria de sermos uma Família fortaleceu-se em 2014, pois com esse Jubileu,  “sentimos o fogo da missão para partilhar a alegria da aliança”, disse-nos. Nesta Jornada de Dirigentes, daríamos mais um passo, “fazendo o nosso pequeno congresso de Pentecostes, para sermos Schoenstatt em saída”. Propôs-nos que desenhássemos o rosto de Schoenstatt em Portugal, procurando na nossa história, nos nossos anseios e nos desafios atuais, o que nos une e o que nos move.

Uma história rica

Na primeira parte do dia tivemos um painel sobre a nossa História, apresentado por um pequeno grupo representativo do movimento, que partilhou connosco a sua reflexão sobre cinco dons do Movimento de Schoenstatt e que permanecem como desafios. Deixo-vos uma nota sobre cada dom:

Pai Fundador. “ O Pai Fundador foi sempre o nosso orientador, mas só quando o reconhecemos no nosso coração, como Pai da nossa Família, é que sentimos uma unidade e desejo profundo de prosseguir”.

Família. Ser Família é também realizar o sonho do Nosso Fundador – que a Igreja seja “uma família de famílias”.

Nossa Senhora. Somos um movimento mariano e temos na Nossa Mãe a Educadora por excelência. Somos também portugueses, povo eleito por Ela para aqui aparecer aos nossos pastorinhos. O Padre Kentenich, consciente desta circunstância quis expressamente que o Movimento de Schoenstatt se fundasse em Portugal.

Igreja. Temos o desígnio de cumprir a promessa do Padre Kentenich de contribuir para a plena realização do concílio Vaticano II e de amar fortemente a Igreja. Na Igreja somos chamados a ser Maria, sacrário vivo de Jesus e a ser coração, isto é, ser o poder do Amor.

Missão. Recordamos conteúdos de uma oração nacional de 1985,  na qual se refletiam alguns  pontos aqui referidos anteriormente.  A nossa contribuição na nova evangelização passa pelo testemunho da vivência do amor orgânico, baseada em vínculos autênticos, no espírito da chamada “missão do 31 de Maio”, uma contra corrente que renove a alma da Europa.

jnd2015 2O que nos une e nos move

Durante o almoço podemos experimentar a unidade na diversidade, num ambiente de comunhão que marcou esses dias.  Fizemos o primeiros ecos ao que ouvimos.
A tarde começou com a apresentação de um trabalho do Padre Diogo sobre Fátima e Schoenstatt - dois santuários Marianos cuja vocação teremos que aprofundar, mas certos de que se fundem, porque ambos são testemunho do papel amoroso e educador da Mãe do Céu.

Depois decorreram os trabalhos de grupo com a missão de descobrirmos o “rosto do schoenstattiano português”. Os frutos foram abundantes e partilhados em plenário e depois, confiados a um grupo que ficaria de nos apresentar uma síntese final.

O dia terminou com a missa e ao serão, o terço e a procissão das velas no Santuário de Fátima. Como nos é comum, não há palavras para descrever o que se sente no Santuário de Fátima; sentimo-nos criança a receber miminhos da mãe.

Conclusões: Traços do nosso rosto

jnd2015 3Chegados a Domingo, arrancámos mais uma vez lembrando o nosso objetivo,  que era  “procurar o nosso nome para sempre, que é na realidade, o nosso nome de sempre”.
Foi então apresentada a compilação dos trabalhos da véspera, como base de trabalho para mais alguma investigação em grupo. Ao final da manhã, antes da celebração da missa, tínhamos encontrado quatro núcleos que são expressão da nossa identidade, aquilo que ainda hoje nos une e nos move:

A fidelidade ao nosso Pai Fundador; A alegria de sermos Família do Pai; a Aliança de Amor em Terra de Santa Maria; Porta da Europa para a missão do Pai.

Pairava um sentimento de alegria e unidade que nos impulsionava para a missão. Mas também percebemos que o trabalho estava inacabado. Nesse sentido foi decidido que estes conteúdos iam ainda ser aprofundados nos diversos círculos da Família de Schoenstatt, nos Conselhos diocesanos , na Presidência e nos ramos. Pretende-se que ao longo do ano haja um discernimento amadurecido sobre “o nosso nome” que, se possível, fosse solenemente entregue a Nossa Senhora, na peregrinação anual.

As jornadas terminaram com a celebração da santa missa. Foi um fim-de-semana em família, onde não faltou a Nossa Mãe do Céu e o Nosso Pai Fundador que mais uma vês nos guiaram nesta missão.
R.F.