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Encontro Mundial das Famílias

 

Rumo a Filadélfia

Os aspetos mais práticos da viagem ainda não estão definidos mas, se tudo correr como previsto, o casal Ricardo e Elsa Irédio lá estarão para acompanhar todo o programa oficial do VIII Encontro Mundial das Famílias que decorre de 22 a 27 de setembro, em Filadélfia, nos Estados Unidos da América.
 
Ricardo e Elsa partilham quase 20 anos de casamento e são pais de quatro filhos com idades compreendidas entre os 5 e os 15 anos. A pertença ao Movimento Apostólico de Schoenstatt (MAS) tem quase tantos anos como o casamento. O trabalho com a Pastoral Familiar tem sido uma constante ao longo de todos estes anos: quer no acompanhamento de namorados, quer na preparação de noivos ou no acompanhamento de jovens casais. Uma experiência e uma vivência que os “levou” para o Departamento Nacional da Pastoral Familiar (DNPF). É neste contexto e integrado no DNPF, que depende da Comissão Episcopal do Laicado e Família (CELF), que Ricardo e Elsa partem rumo a Filadélfia.

 

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“Partimos com as expetativas de viver e de sentir de perto, com profundidade, o espírito do encontro de famílias católicas de todo mundo que anseiam por testemunhar os mesmos ideais, junto ao seu Pastor”, afirma o casal numa entrevista conjunta ao Jornal da Família. “Escutar o que o Papa Francisco tem para nos transmitir. Receber a sua mensagem, refleti-la, rezá-la e procurar levá-la a todos os que não tiveram a graça de estar presentes neste encontro” é o objetivo desta viagem, afirmam.

 

Segundo o Padre Rui Pedro Carvalho, responsável da Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa, até ao meio do mês de julho, estavam inscritas 16 pessoas na viagem a Filadélfia. “É uma pequena delegação, mas faremos o melhor para representar bem o nosso país”, afirmou o padre Rui Pedro ao Jornal da Família. A distância e, acima de tudo o mês em que acontece, “início da escola, regresso ao trabalho” são, com certeza, fatores que impedem a adesão de mais famílias, explica o padre Rui Pedro.

 

E é com grande expetativa que Ricardo e Elsa aguardam a viagem e o encontro com o Papa Francisco. Mas a expetativa recai também sobre o encontro com “famílias de outros países de hábitos e culturas diferentes, geograficamente distantes, mas seguramente cheias de alegria e vontade de ajudar na construção do Reino”, afirmam.

 

O padre Rui Pedro crê que “estão reunidos todos os ingredientes para um encontro muito rico”. Para além da partilha com famílias do mundo inteiro será também uma oportunidade para aprofundar temáticas relativas à família uma vez que vão estar presentes “especialistas de todo o mundo que partilharão connosco o fruto das suas vivências e estudos”, afirma.
Mas que mais-valias traz este tipo de encontros? É o padre Rui Pedro que responde. “É o facto de podermos experienciar numa semana a beleza da catolicidade da Igreja. Perceber que famílias do mundo inteiro, de tantas culturas, vivem as mesmas dificuldades, alegrias que as famílias do nosso país; que lutam diariamente, que procuram ser fiéis em cada dia ao Evangelho”.

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O EMF, ao qual o Papa Francisco se junta no dia 26 e 27 de setembro, decorre poucos dias antes do início do Sínodo sobre a Família. Um tempo de reflexão sobre a família num mundo que sofreu profundas alterações depois da Familiaris Consortio, uma exortação apostólica saído do último Sínodo dos Bispos sobre a Família. “É necessário um olhar pastoral mais aprofundado para a realidade das famílias do nosso tempo”, afirma o Padre Rui Pedro. “Cada vez mais se percebe que o destinatário da evangelização não pode ser apenas o individuo, mas a pessoa como membro de uma família; cada vez mais se percebe que é preciso uma autêntica pastoral da família que anuncie a beleza do matrimónio como uma vocação, que acompanhe os jovens no namoro, que acompanhe as famílias nos seus desafios diários; cada vez mais se sente a urgência de acompanhar as famílias em tantas situações difíceis que a afligem”, afirma este responsável pela Pastoral Familiar. “Decerto que este encontro mundial das famílias dará também um bom contributo para esta caminhada Sinodal”, conclui.

 

Para o casal Ricardo e Elsa Irédio “dar respostas atuais não implica mudar a essência” e acrescentam: “Depois do Sínodo que se aproxima logo se verá… O importante é que ninguém fique sem resposta e se sinta rejeitado, mas antes acolhido e amado – ‘O Amor é a nossa Missão’. É neste sentido que temos de repensar continuamente a Pastoral Familiar para que todos possam chegar a Jesus e acolher a Sua mensagem”. Quanto aos filhos de Ricardo e Elsa, esses... Levam-nos no coração. Explicam que ficaram muito entusiasmados com a ida dos pais a Filadélfia, pois sabem da importância deste encontro. “Voltaremos, se Deus quiser, com a missão de lhes transmitirmos as ideias mais fortes que trouxermos no nosso coração”, afirmam. Juntos têm estudado as catequeses preparatórias do Encontro Mundial e rezado em família pelos seus frutos.

Por Imelda Monteiro

Fonte:Jornal da Família ano LV - n.º 630 agosto/setembro 2015