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Celebração do Jubileu em Portugal


Brilhe a luz da vossa aliança, foi o lema da celebração nacional do centenário do Movimento Apostólico de Schoenstatt no passado dia 4 de Maio em Fátima.

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O ano do jubileu tinha sido oficialmente inaugurado em 18 de Outubro de 2013, em Schoenstatt, presidindo à celebração eucarística o Cardeal Stanisław Ryłko que na saudação inicial disse:

“Queremos confiar ao Senhor este ano singular, para que se transforme num verdadeiro kairós na vida do Movimento: num tempo de graças e de renovado empenho missionário de que a nossa Igreja necessita tão urgentemente...”

A festa em Portugal esteve unida à 14ª Peregrinação anual da Família de Schoenstatt a Fátima. Nesse dia, chegámos cerca de dois mil, vindos do Norte e do Sul, para nos juntarmos aos 620 que peregrinaram a pé, durante dois dias. Os que chegaram cedo foram primeiro à capelinha. Ali estava Nossa Senhora, sempre de braços abertos para nos receber no silêncio do santuário. Pedimos a graça de uma grande celebração… e assim foi.

A manhã passou-se no centro Paulo VI. No espaço da entrada estava preparada uma exposição que, através de uma dezena de painéis com cartazes, apresentava as principais iniciativas do Movimento de Schoenstatt em torno aos santuários de Lisboa, Porto, Aveiro, e Braga.

Permitiu-nos reconhecer a vitalidade do Movimento. Destaco entre várias uma iniciativa que me tocou especialmente: o projecto de Braga – Festa da Rainha da Família. Esta actividade promove, através das tradicionais romarias minhotas, a relação entre a Paróquia e o Santuário. Uma forma criativa de espalhar a mensagem do Movimento.

img 6188Depois da inscrição e ainda antes de entrar no auditório, deu tempo para ouvir alguns peregrinos:
Disse o Zé Cid que na peregrinação deu tempo para rezar e conversar. “Encontram-se muitas pessoas e há conversas surpreendentes que são testemunho de que a peregrinação é de facto um motor para o nosso caminho.” A Rosarinho confidenciou que só dois dias parecia pouco mas esperava que a festa do Jubileu preenchesse esse vazio”. Já a Mariana referiu que lhe soube muito bem chegar a Fátima e ter tempo para estar no Santuário.

Entrámos. No palco decorriam os avisos e apelos para começar a esperada Gala da Aliança. Soava no ar a voz da Chica: Querida Família de Schoenstatt… Querida Família de Schoenstatt… Foi um começo muito acolhedor.

O Padre Zé Melo abriu a sessão, dando-nos as boas vindas e depois foi-nos apresentada uma aplicação que disponibiliza diariamente uma frase do Padre Kentenich no telemóvel. A frase do dia 4 era: “Permanece simples, alegre e fiel”.

Por ser dia da mãe, foi recordada a mãe do P. Kentenich e foi feita uma homenagem às mães. Nesse contexto, veio a Leonor, responsável das mães de Lisboa, falar-nos da bandeira nacional das mães, um presente que está a ser preparado para oferecer, dia 18 de Outubro no Santuário original. Cantou depois o coro Maravilhas celebrando o sim da Mãe de Jesus e Nossa Mãe.

Ao longo da primeira parte da Gala, pela música e pelo teatro dos nossos jovens e conduzidos pelos fantásticos apresentadores, Leonor e Francisco, redescobrimos a história do Movimento, sempre unida à vida do P. Kentenich. Foram momentos emocionantes de alegria e de profundidade. Esta é uma história rica que chegou também a Portugal e por isso veio ao palco um grupo que nos é muito querido: os fundadores do movimento em Portugal já com 50 anos de Aliança de Amor, aos quais se juntaram as senhoras, irmãs e padres que servem a Família junto aos santuários.

img 6454Depois de cantarem o hino da Família, voltou a estar no centro a vela que acompanhou toda a Gala, recordando as palavras do P. Kentenich a duas jovens portuguesas: “Acendei-a em Portugal, pela fidelidade dos que estão e dos que hão-de vir”.

Na segunda parte, fomos apreciando as diversas apresentações que um grupo de cada diocese preparou. È difícil dizer qual foi o melhor. Destaco o cuidado que estava espelhado em cada apresentação, denotando muitas horas de trabalho. Por fim, conduzido pelo Rui Sequeira, veio o coro Cem Vozes que nos presenteou com um excelente lote de músicas que nos ajudaram a terminar em festa esta Gala da Aliança.

No final foram os agradecimentos, em especial ao Rui Sequeira, maestro do coro, e à Alexandra Pinheiro que foi a criadora e encenadora, e neles, o obrigado a todos os que colaboram. E chegou a hora de almoço, em ambiente de picnic à volta do centro Paulo VI.

De tarde, o ponto de encontro foi a Cruz Alta. De lá partimos rumo à capelinha onde rezamos o terço, juntamente com todos os peregrinos e vários amigos de outros movimentos. Seguiu-se a Missa presidente por D. Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa e Presidente da Conferência Episcopal portuguesa, e concelebrada pelo Núncio Apostólico em Portugal, por D. Maurílio de Gouveia, bispo emérito de Évora e vários sacerdotes.

Nimg 8197a homilia, o D. Manuel, dirigiu-se a nós comparando-nos aos discípulos do caminho de Emaús. Disse-nos que o Padre Kentenich percebeu que era preciso fazermos também nós, o caminho de Emaús para encontramos o Senhor.

Terminada a missa, seguiu-se a procissão do Santíssimo. A família de Schoenstatt e restantes peregrinos de Fátima, seguiram em silêncio Jesus, tal como aprendemos de sua Mãe.
Desta forma, seguindo o exemplo de Maria e de olhos postos no seu filho chegou ao fim a celebração em Portugal do Jubileu dos 100 anos de Aliança de Amor do Movimento de Schoenstatt.

Seguem-se as cerimónias em Outubro que terão lugar em Schoenstatt e depois em Roma.

Cumpriu-se o desafio que nos tinha sido feito pelo Padre Diogo na carta escrita à Família Portuguesa de Schoenstatt: “É assim que queremos chegar a Fátima em Maio e a Schoenstatt e Roma em Outubro de 2014: como uma Família mais consolidada e unida, uma Família cheia de espírito missionário, que quer ser na Europa uma porta de fogo que ilumina e aquece o nosso país e a velha Europa.”

Rita Fontoura