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O que é a Campanha?

História

mae peregrinaO apostolado da Mãe Peregrina começou no dia 10 de Setembro de 1950, quando o diácono João Luíz Pozzobon (peregrino do Santuário de Schoenstatt de Santa Maria, Brasil) recebeu das mãos da Irmã Teresinha Gobbo – na altura responsável pelo Movimento de Schoenstatt no Brasil – a missão de levar uma imagem da Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt em visita às famílias. João Pozzobon aceitou logo esta tarefa devido ao seu grande amor a Nossa Senhora e ao seu profundo desejo de levar o Evangelho ao maior número possível de pessoas.
João carregava a imagem de Nossa Senhora para que Ela pudesse visitar as casas, os hospitais, escolas e prisões. Caminhou incansavelmente mais de 140.000 quilómetros com o primeiro “Santuário Peregrino” – que pesava 11 kg – aos ombros e, sempre confiante na sua missão, realizou este apostolado durante mais de trinta anos, até ao fim da sua vida (1985). A 12 de Setembro de 1994 foi aberto o seu processo de beatificação.
Este apostolado alargou-se pouco a pouco e, por ocasião da visita de João Pozzobon ao Santuário Original de Schoenstatt e a Roma, em 1979, começou a propagar-se a outros países.
O Padre Kentenich, fundador da Obra de Schoenstatt, disse numa ocasião:
“Os nossos jovens teólogos procuram uma pastoral nova. Aqui a têm. O apostolado da Mãe Peregrina é a pastoral de que necessitamos. Nossa Senhora procura oportunidades para se manifestar. O trabalho do senhor Pozzobon é uma realidade visível desse desejo: Ela é a grande missionária, Ela realizará milagres” (P. Kentenich, Quinta-feira Santa de 1968).
a mae peregrina em salvadorJoão foi um verdadeiro filho espiritual e discípulo fiel do fundador de Schoenstatt. Com ele aprendeu a viver diariamente em Aliança de Amor com Maria, dedicando todo o seu tempo e forças ao seu trabalho simples de evangelização.
“Schoenstatt trouxe-me grandes mudanças, um enriquecimento da minha fé e também uma missão a realizar, um grande apostolado (...). Com ele começou uma vida nova, uma vida diferente (...). Eu sentia-me um pequeno aluno junto do fundador (...). Mantive-me assim, e foi isso que me deu muita força, muita coragem e confiança, porque estive sempre unido à origem” (João Pozzobon).
Ele visitava as famílias com a imagem da Mãe Peregrina. Graças à sua fidelidade, milhões de famílias no mundo inteiro continuam a recebê-la hoje nos seus lares, experimentando a presença de Maria que, do Santuário, vai ao encontro dos seus filhos:
“Deste modo, a Mãe não espera os seus filhos só na sua própria casa, mas acompanha-os para onde quer que vão, onde quer que vivam, onde quer que trabalhem, onde quer que se reúnam as suas famílias, onde haja presos ou doentes, ou em qualquer caminho errado onde se encontrem ou onde estejam afastados de Deus ou carregados de culpas, ou seja, em todo o lado Ela está com eles” (João Paulo II).
Nas suas visitas, João rezava o rosário com as famílias, aproveitando os mistérios como uma catequese simples, especialmente entre as pessoas mais humildes. A todos motivava para demonstrarem o seu amor a Maria, oferecendo esforços pela santificação pessoal e para cultivar uma vida de oração. É o que expressa o lema “Nada sem Ti, nada sem nós” como meio para evangelizar o mundo de hoje.
Actualmente, a Campanha da Mãe Peregrina desenvolve-se nos cinco continentes através de pessoas que se responsabilizam por levar Nossa Senhora aos lares e às pessoas que A querem receber. Deste modo, Maria pode actuar no coração dos seus filhos como Mãe e Educadora, transformando-os em autênticos cristãos. Partindo do Santuário de Schoenstatt, Ela vai ao encontro das necessidades de cada povo.
Para compreender melhor o apostolado da Mãe Peregrina torna-se necessário saber algo sobre o Santuário, fonte da sua origem, sobre a Aliança de Amor e sobre o seu fundador.