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Pedalando Rumo a 2014 - N. Sra. das Areias, São Jacinto

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Já com 921 KM marcados no conta-quilómetros rumo à meta dos 2.500KM até 2014 e conforme planeado reunimo-nos, os Pedalantes de Nossa Senhora, para mais uma etapa na nossa conquista. No final do dia, contas feitas e pudemos somar mais 115KM à conta final.

O destino? S. Jacinto, Nossa Senhora das Areias.

O caminho? À volta pela Ponte da Varela, porque de lancha não conta.

Então no primeiro domingo de Julho, em que logo pela manhã se sentia a Primavera no ar, reunimo-nos para levar a cabo essa nossa etapa.

O projeto está a crescer e a "ganhar rodas para andar" e graças aos apelos - Vem e traz um amigo - o grupo tem vindo a crescer a cada etapa que passa.

Depois da oração onde mais uma vez entregámos o nosso projeto, agradecemos estar ali e pedimos proteção para a viagem tiramos a nossa foto de praxe e à saída contávamos com 23 ciclistas, aos quais se juntaram mais 2 ainda em Aveiro. Contudo por motivos de força maior eramos os mesmos 23 quando chegamos a S. Jacinto.

De pedal ligeiro começamos o nosso caminho pelas estradas que já nos são tão familiares. À medida que avançamos conseguimos aperceber-nos das coisas que estão sempre no mesmo sítio e das coisas que ainda não tínhamos visto.

pedalando jun2012 2Apercebemo-nos das diferenças que o nosso grupo tem a cada dia que passa: o número que aumenta, a capacidade de pedalar que aumenta, a camaradagem que se cria e o à vontade que se ganha entre nós.

E assim seguiu o nosso percurso neste domingo sem grandes percalços, a um bom ritmo e onde pudemos aproveitar as várias vertentes do nosso litoral para transformar o trajeto num passeio com paisagens para admirar e gravar na memória. Quer pelas povoações na beira da estrada, quer pelas terras de cultivo a perder de vista, culminando na reta final dividida entre a mata a direita e a ria a esquerda...

Nestes trajetos damo-nos conta que não somos os únicos a levantar da cama as 7h30 num domingo para andar de bicicleta, contudo há algo que nos distingue de todos os grupos que por nós passam.

Não temos bicicletas de corridas, não temos equipamento igual, não somos patrocinados e mesmo assim pedalamos sempre.

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Mas o que nos distingue mesmo? Não pedalamos para ganhar prémios, nem para servos vistos, nem para sermos os melhores do grupo, pedalamos porque queremos marcar a diferença, pedalamos porque acreditamos que são os 40KM, 90KM ou 150 KM que fazemos num dia que podem fazer a diferença para as intenções que cada um traz.

Chegados a São Jacinto encontramo-nos com algumas das famílias, que desta vez se juntaram a nós também de bicicleta e fomos todos agradecer a nossa viagem. Tirada a foto de prova foi-nos dada total liberdade pela responsável da igreja para lá estar o tempo que desejasse-mos, contudo outros assuntos nos esperavam. Despedimo-nos de alguns membros que tinham assuntos pessoais a atender e que portanto tiveram que antecipar o seu regresso e fomos para o local do nosso almoço.

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Encontramos um pequena mesa na mata onde pudemos disfrutar um belo almoço ligeiro comido de picnic à sombra dos pinheiros que terminou com direito a bolo de aniversário e champanhe.

Depois do merecido descanso e do café tomado lá seguiram os pedalantes, agora em menor número, mas com a mesma força e vontade de percorrer cada km do regresso e de o fazer contar para o nosso objetivo.

Depois de algumas etapas realizadas já consigo perceber qual é a nossa marca como "equipa de ciclistas", a nossa distinção, o nosso patrocínio, aspirar a ser melhor ou ser Schoenstattiano!

Se um cai o grupo para e ajuda-o, se um se sente mal alguém vai ao seu auxílio, se alguém tem um furo a "equipa técnica" rapidamente entra em ação, se alguém vai prostrado numa subida alguém vai ao lado a fazer companhia ou até tem uma força extra para empurrar o companheiro, quem vai na dianteira espera pelos que vêm atrás ou vem a trás fazer companhia...

É isto que nos distingue, é isto que nos dá alento, que no final da pedalada depois dos furos remendados, dos escaldões, das dores e do suor nos leva a perguntar: "Então quando é próxima?"

É ainda de frisar a notória falta dos nossos maiores apoiantes morais e logísticos, os nosso fotógrafos e companheiros de jornada Paulo e Fami e como não podia deixar de ser (apesar de eu ser suspeita) de um dos grandes impulsionadores deste projeto, coordenador das orações e presença assídua o Zé Vilarinho. Para os três um bem haja e até a próxima etapa.

Sofia Vilarinho