Entrevista ao Pe. José Manuel Garcia
A Força da Família Missionária de Schoenstatt no Ano do Santuário

A Família de Schoenstatt neste ano da corrente do Santuário deve transformar-se ainda mais num Santuário vivo e presente em todo o mundo! Um santuário aberto, um santuário "móvel" que vai ao encontro de todas as pessoas; um santuário missionário que leva Maria e Cristo aonde Eles quiserem chegar, para oferecer as graças do Santuário.
O nosso Jubileu adquire todo o seu sentido neste momento histórico da Igreja (ano da Fé). A Igreja prepara-nos para anunciar, ao serviço da Igreja na sua vocação mais radical, o Evangelho vivo, que é Cristo na sua Igreja.
O Padre José Maria García, responsável pela preparação do Jubileu de Schoenstatt, responde-nos às perguntas sobre o compromisso de Schoenstatt no Ano do Santuário:
O ano da corrente do Santuário, que começou a 17 de Outubro, é algo mais interno, que já tem rasgos missionários. Desta forma, o que oferecerá Schoenstatt directamente à Igreja?
A publicação do ano da Fé é justamente no mesmo dia do começo do ano da corrente do Santuário, 17 de Outubro, reforçando a força da providência e compromisso de Schoenstatt em colocar, com atitude missionária, a realidade do Santuário como lugar de encontro com Deus e lugar da Nova Evangelização – a Aliança de Amor ao serviço da Igreja. Nem o Santuário, nem a Aliança de Amor são só para nós mesmos, mas sim para toda a Igreja e para o mundo.
O ano da corrente missionária do Santuário deve levar-nos a contemplar o potencial missionário de todas as realidades do Santuário nas suas diferentes formas – o santuário Original, os Santuários filiais, as ermidas e capelas, os Santuários Lares, os Santuários de trabalho e até o Santuário do Coração. Este potencial missionário só se pode ver através da fé, pela convicção inquebrável da presença e do actuar da Mãe Três Vezes Admirável em cada um dos Seus Santuários. A partir desta convicção na fé, uma convicção pessoal e experimentada, não é senão querer abrir as portas de cada um dos nossos santuários para aqueles que procuram – conhecendo ou não – o Deus Vivo.
Sim, realmente estamos convencidos de que Nossa Senhora está presente e que Ela actua como missionária em cada Santuário. Levaremos a todos ao encontro com ela e por ela com Cristo, fonte única de graças, no santuário do nosso próprio coração. Podemos faze-lo com pessoas que nunca se imaginariam a pisar voluntariamente um lugar santo. A minha visão e o meu anseio é que toda a Família de Schoenstatt, neste ano da corrente do Santuário, se transforme ainda mais num Santuário vivo e presente em todo o mundo... um santuário aberto, um santuário "móvel" que vai ao encontro de todas as pessoas; um santuário missionário que leva Maria e Cristo aonde Eles quiserem chegar, para oferecer as graças do Santuário.
Como está a ser feita a preparação do Jubileu da Aliança de Amor, para que o mundo acredite que o santuário é o lugar da Nova Evangelização?
Diz-nos o Santo Padre: "Na liturgia deste domingo lemos que São Paulo escreveu aos Tesalonicenses: "Aprendemos no Evangelho que não só pelas palavras, mas também com o poder do Espírito Santo". Que esta palavra do Apóstolo dos gentios seja auspício e ouvida pelos missionário de hoje – Sacerdotes, religiosos e laicos – comprometidos em anunciar Cristo a quem não O conhece, ou a quem fez d'Ele um simples personagem da história". As palavras do Santo Padre são um desafio e podem guiar-nos no nosso peregrinar. Só desta forma aquilo que planeamos e queremos poderá ser personificado pelo Espírito Santo, concretizando e experimentando os projetos da cultura da aliança.
A cultura da aliança é a resposta de Schoenstatt e a pergunta por parte da Igreja e da sociedade: O que faz Schoenstatt?
O Movimento de Schoenstatt motiva e desenvolve muitas actividades apostólicas, sociais, pedagógicas, missionárias e pastorais. Trata-se da personificação de Schoenstatt no mundo, fundada sobre a aliança de amor, uma cultura de aliança em todos os ambitos da vida.
É urgente aumentar os esforços para aumentar a cultura da Aliança que o Santo Padre disse a 16 de Outubro: "Peçamos ao Espírito Santo que a força do Evangelho penetre nas famílias, nos ambientes de trabalho, no mundo da cultura, na política, na vida social "(...) para que, em Aliança e também com toda a força da Igreja apostólica, "fiéis às promessas do Baptismo e do poder do Espírito Santo, (levemos) para todos os lugares a Boa Nova do Evangelho, com uma fé activa , uma esperança firme e ardente."
O Santo Padre reza "que a Virgem Maria ajude cada cristão a ser um válido testemunho do Evangelho." Como é que Virgem Maria ajuda a Igreja neste sentido?
Maria educa missionários na Sua família de missionários. Desde a "peregrinação missionária realizada por Maria" até à casa de sua prima Isabel, ela é uma peregrina, continua a missionar e mostra-nos como devemos missionar: com uma atitude de peregrinos, na força do Espírito Santo! A sua peregrinação foi de serviço e deixou Isabel cheia do Espírito Santo.
Como Sua Família peregrina e missionária sentimo-nos chamados a sair e a peregrinar até casa de Isabel de hoje, como uma Igreja missionária que leva em si a mensagem encarnada e o serviço. Assim, Maria ajuda a Igreja como pede tanto o Santo Padre, na Sua intercessão como educadora dos missionários da fé.
O nosso Jubileu adquire todo o seu sentido neste momento histórico da Igreja... Ela prepara-nos para que celebremos, ao serviço da Igreja na sua vocação mais radical de anunciar e entregar o serviço ao homem de hoje, o Evangelho vivo que é Cristo na sua igreja.




